Sistema híbrido de ensino: desafios e perspectivas

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A trajetória de aprendizagem de um estudante nunca foi ao todo linear. Isso porque, o processo da educação, intrinsecamente, mescla simultaneamente diversos modelos e metodologias de aprendizado. Por exemplo, trabalhos feitos fora de sala de aula, viagens para conhecer museus, entre outros.  

Com o avanço da vacinação e a possibilidade de retornar parcialmente à rotina anterior à pandemia, o sistema híbrido de ensino aparece como uma oportunidade. Entretanto, muitos debates ainda são feitos sobre a qualidade do ensino, e planejamento de alunos e professores.

Pensando nisso, neste artigo, abordamos as perspectivas e os desafios que este formato traz e como os estudantes podem se preparar para ele.

Acompanhe a leitura!

O que é sistema híbrido de ensino?

Cada vez mais adotado por instituições públicas e privadas, o modelo híbrido de ensino será parte da realidade de quase todos os estudantes. 

Basicamente, o modelo consiste em aulas em formato presencial e online. Vale frisar que o ensino híbrido não é um modelo novo, pelo contrário, sua implementação era comumente implementada em cursos superiores, profissionalizantes, pré-vestibulares, entre outros.

Além disso, é importante não confundi-lo com o ensino remoto emergencial, que foi adotado sem preparação de professores e alunos.

Com o advento da crise sanitária global, o sistema tornou-se uma das principais propostas para reduzir os impactos que a educação vinha sofrendo com as medidas emergenciais.

Escolas e universidades, públicas e particulares, passaram gradualmente a adotar o ensino híbrido na medida em que foi possível trazer de volta algumas atividades presenciais. 

Nas universidades, por exemplo, os cursos da área da saúde foram os primeiros a mesclar aulas online e presenciais. Os estudantes tinham as disciplinas teóricas remotamente e as práticas laboratoriais presencialmente, munidos de extrema proteção contra a Covid-19. 

Algumas escolas optaram por realizar rodízios com número reduzido de alunos, já outras permitem que o estudante escolha o formato mais conveniente.

Expectativas e realidade

Conceitualmente, especialistas definem três pilares de sustentação que garantem a eficácia do ensino híbrido: 

  • Engajamento, que deve privilegiar metodologias de aprendizagem ativa e comunicação:
  • Personalização, voltada para a utilização das ferramentas à disposição para ampla aprendizagem;
  • Autonomia, com diferentes propostas de atividades para a construção da independência do estudante. 

Apesar da expectativa voltar-se para o funcionamento pleno do modelo híbrido de ensino, a realidade revela que defasagens, principalmente socioeconômicas, colocam sua democratização e aproveitamento em risco. 

Segundo dados da Undime, 83% dos alunos de redes públicas municipais vivem em núcleos familiares que detém renda per capita de até 1 salário mínimo. Além disso, o Datafolha revela que 58% dos estudantes de escolas públicas têm dificuldades na rotina de estudos em casa. Fora a análise do ano de 2018, em que apenas 42,3% tinham professores com recursos profissionais que os possibilitavam a aprendizagem na utilização de dispositivos digitais.

Atualmente, com esse modelo sendo adotado como alternativa para contornar a crise sanitária, essas dificuldades revelam a necessidade de maior investimento em capacitação dos profissionais. Fora outras medidas, como algumas Universidades Federais têm feito, disponibilizando planos de internet e dispositivos para a Comunidade Acadêmica.  

Planejamento, organização e moradia

Mesmo com o avanço da vacinação e a retomada das atividades presenciais, o modelo remoto propiciado pelo ensino híbrido tende a continuar, e cada vez mais intensamente. Nesse cenário, podem aparecer perguntas fundamentais:

  • Como se planejar para estudar nesse modelo? 
  • Qual comportamento seguir? 
  • Como se organizar? 
  • E a moradia, quais decisões tomar?

Planejamento

Não só para o ensino remoto, como também para qualquer modalidade de estudo, o planejamento é fundamental. Crie um plano de atitudes, metas e comportamentos para a eficácia na absorção e êxito no estudo.

Organização

Na questão comportamental, o controle e organização do tempo para o estudo, tanto online, quanto presencial, é importante para definir uma quantidade adequada de tempo para as duas demandas. 

Além disso, ter conhecimento sobre a natureza síncrona ou assíncrona dos momentos pode ajudar. Isso porque, no ensino híbrido, a parte remota pode, muitas vezes, acabar se chocando com outras atividades da casa, no dia a dia, caso não exista a organização adequada.

Quanto à organização, as revisões, atividades e exercícios, posteriores à aula remota são de grande ajuda por poderem sofisticar os momentos práticos, na qual talvez o melhor seja focar nas dúvidas que porventura podem ter aparecido. 

Para auxiliar nesta questão, anotações, lembretes, e até mesmo autocuidados como pequenas pausas podem turbinar o rendimento do aluno que deseja se preparar para o ensino híbrido, afinal, será uma demanda em dobro. 

Sobre a moradia

No que diz respeito à moradia, a preferência, se possível, deve ser por um local que não esteja tão distante da instituição de ensino, para que seja fácil o acesso à essa localidade.

Em Viçosa, muitos estudantes já retornaram à cidade, para estudo em laboratório e estágios. Contudo, provavelmente, em 2022, todos os alunos retornarão. Em comunicado oficial, a Universidade Federal de Viçosa (UFV) anunciou uma possível volta presencial no início do ano que vem. Veja o calendário!

Lembre-se que este processo não precisa ser feito sozinho, a Imobiliária Habitar pode te ajudar para que essa volta seja tranquila e que não afete seus estudos.

Salientamos também a importância de um ambiente doméstico organizado e calmo para que o exercício dos estudos online não seja impactado. Você pode pensar na iluminação e em cores estimulantes, por exemplo, além de outras dicas que já demos aqui.

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