Outubro Rosa: 7 mitos e verdades sobre o câncer de mama

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Outubro Rosa é um movimento internacional que busca conscientizar as pessoas para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. Esse é o tipo de tumor mais comuns em mulheres em todo o mundo.

Para ter uma ideia, somente em 2020 foi detectado mais de 2,3 milhões de novos caso, representando um índice de 24,5% dos casos novos por câncer em mulheres. No Brasil, a incidência deste tumor aumentou 40% nos últimos 30 anos, sem queda no número de mortes.

Mas calma, nem tudo está perdido! Quando diagnosticado precocemente, as chances de cura são de 95%. Entretanto, infelizmente, hoje cerca de 47% das brasileiras continuam sem fazer rotina de detecção, perdendo assim as chance de cura.

O aumento destes índices se dá por vários motivos. Segundo pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), as razões mais comuns são: informações distorcidas, medo do diagnóstico, dificuldades de acesso.

Muitos mitos e desinformações ainda circulam esse assunto, deixando as mulheres receosas e mais vulneráveis a este tipo de tumor.

Neste artigo, apresentamos quais sãos os principais mitos sobre o câncer de mama, para você se informar e não deixar de lado sua qualidade de vida.

Histórico familiar

Este é o mito mais comum quando se fala de câncer de mama. O estudo da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) citado anteriormente mostra que 95,7% das mulheres acreditam que o tumor está ligado diretamente com sua herança genética.

Entretanto, apenas 10% a 20% dos casos são hereditários ou têm uma história familiar próxima. Isso significa que 80% dos casos não têm a ver com histórico familiar.

Casos com parentes próximos aumentam os riscos, mas não significa que porque nenhum de seus familiares tiveram, você não corre risco de desenvolver a doença. Por isso, não se descuide e faça exames de rotina.

O autoexame é suficiente

Outro mito comum é achar que o autoexame em casa é suficiente para detectar o tumor. Apesar do movimento de apalpar os próprios seios ser uma prática importante, ela não é capaz de detectar tumores não palpáveis – normalmente em estágio inicial e com mais chance de cura.

Sendo assim, além do autoexame, é importante realizar mamografias periodicamente.

Menstruar mais cedo aumenta os riscos

De fato, mulheres que menstruaram antes dos 11 anos possuem maior probabilidade para desenvolver câncer de mama. A explicação para isso é simples: a cada menstruação, as mamas são afetadas pela ação dos hormônios estrogênio e progesterona – que em excesso, afeta as células do local.

Para entender suas funções, o estrogênio estimula a multiplicação celular, aumentando as chances de aparecimento de células malignas. Por isso, quanto mais ciclos menstruais um corpo tiver, maior é a exposição aos hormônios, que, associados a outros fatores de risco, aumentam a chance de desenvolver um câncer de mama.

Além da idade da menarca, a menopausa tardia também representa riscos, pelos mesmos motivos.

No entanto, isso não é uma regra. A saúde física de cada um depende também dos seus hábitos – alimentação, exercícios.

Amamentar protege contra o câncer de mama

Durante o período de amamentação, os ciclos menstruais são reduzidos, o que diminui a exposição aos hormônios citados anteriormente, assim como a probabilidade de ter câncer de mama.

Vale pontuar também que, ao final do período de lactação, várias células se autodestroem, decaindo a probabilidade de desenvolver o tumor novamente.

No entanto, por mais que o período de aleitamento seja positivo, amamentar não impede o aparecimento de um câncer de mama. Sendo assim, ainda necessário a realização de exames periódicos.

Homem não desenvolve câncer de mama

Por mais que seja raro, representando apenas 1% do total de casos da doença, o câncer de mama também acomete homens. Por isso, é importante a medicina preventiva para todos.

De acordo com o portal do Instituto Nacional de Câncer, o câncer de mama é uma doença causada pela multiplicação desordenada de células defeituosas na mama. Por serem anormais, elas não conseguem executar suas funções no corpo, mas continuam se replicando.

Esse movimento acaba se tornando uma massa, chamada de tumor, que tem potencial de invadir outros órgãos e afetá-los.

Pessoas trans não desenvolvem câncer de mama

Este é outro mito. Como vimos nos tópicos anteriores, não somente os hormônios, mas a própria multiplicação comum da célula pode causar anomalias.

Para pessoas transexuais e transgêneros, isso também pode ocorrer, por isso devem consultar um mastologista.

No caso de mulheres trans, a terapia hormonal com estrogênio feita para desenvolver mamas as colocam na zona de risco do câncer também.

Já no caso de homens trans, que passaram por mastectomia, o risco ainda existe, mesmo que mínimo. Isso porque após a cirurgia de retirada da mama, ainda resta tecido mamário na região próxima à axila.

Por isso, de qualquer modo, exames periódicos, como ultrassonografias das mamas, são aconselhados para todos.

A mamografia causa câncer de mama

Este também é um mito muito escutado.

Algumas pessoas temem o exame de mamografia, ou até mesmo o autoexame, por acreditar que isso poderia desenvolver um câncer na mama.

Essa é uma ideia equivocada, pois o ato de apalpar ou o procedimento com raio-x não afetam as células mamárias. Isso significa que para desenvolver um tumor, é preciso haver uma imperfeição no DNA da célula, coisas que estes exames não conseguem alcançar.

A mamografia é considerado o método mais eficaz de rastreamento de patologias na mama, pois é um procedimento não invasivo que captura imagens do seio com o mamógrafo.

O aparelho usa a mesma radiação do raio-x tradicional – que fazemos quando quebramos algum osso, ou vamos ao dentista, por exemplo. A dose de radiação é extremamente baixa, por isso, ser exposto por pouco tempo anualmente não gera riscos à saúde.

Para saber mais sobre o assunto, indicamos uma transmissão ao vivo pela pela Funarbe em colaboração com professoras especialistas da Universidade Federal de Viçoca (UFV). Clique aqui para assistir a live.

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