Das ecológicas a sem cheiro: como escolher a melhor tinta para minha casa?

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Pintar casas com tintas não é uma atividade recente. O uso de pigmentos já eram usados na pré-história em paredes de cavernas e em objetos. A gruta do Bloombo, por exemplo, é considerada o atêlie mais antigo da Humanidade, datando uma idade de 100 anos.

Usadas para dar vida ao ambiente, ou para criar peças decorativas, as tintas adquiriram diferentes funções ao longo do tempo. Atualmente, na construção civil, sua função consiste em ser anticorrosiva, proteger e garantir a longevidade do material exposto a condições meteorológicas e do tempo.

Com isso, então, os interiores e exteriores das casas conseguem sofisticação, ao passo que evita fissuras, rachaduras, mofo e infiltrações. No entanto, por mais que sua versatilidade permita tudo isso, nem todas as tintas conseguem corresponder às expectativas, o que leva a dúvida de qual tinta escolher.

Neste artigo, damos 3 dicas de como dar uma cara nova aos ambientes enquanto potencializa a proteção do imóvel. Além disso, falamos das novas tecnologias e de projetos que buscam tintas sustentáveis.

Acompanhe a leitura!

Como escolher a melhor tinta para minha casa? 

Antes de analisarmos a paleta de cores, precisamos analisar qual ambiente será pintado, o que ele representa para nós e qual objetivo queremos para ele. As tintas para ambientes externos, por exemplo, geralmente conseguem ser aplicadas internamente, mas o resultado ao contrário não seria o mesmo.

Além disso, banheiros e cozinhas possuem especificidades diferentes. Sendo assim, se estamos falando de um quarto, talvez uma cor vibrante e forte não seja a melhor opção, se o objetivo for um espaço que traga um ar de calmaria.

#01. Psicologia das cores

Aqui no blog, já falamos como a psicologia das cores funciona sua importância para pensarmos no lar em que vivemos. Dependendo da cor escolhida, é possível potencializar características para cada uma das atividades desenvolvidas nos ambientes, seja ela trabalho, estudo, descanso, lazer.

Neste sentido, fazer uma aplicação de cores personalizada pode aumentar seu bem-estar, produtividade, concentração, e deixar seu lar bem mais confortável.

#02. Tipos de tintas

Existem tintas com textura, cheiro, sem cheiro, cheiro, antimofo e com ação antibactericida disponíveis no mercado. Saber quais são mais indicados para cada ambiente é um passo importante, e ajuda a aumentar suas referências saindo do comum e sendo mais criativo.

Veja alguns tipos e categorias:

  • Tinta Látex ou PVA;
  • Tintas Acrílicas com acabamentos fosco, acetinado e semibrilho;
  • Tinta Superlavável;
  • Tinta Inodora;
  • Tinta Antimofo;
  • Tinta Esmalte que pode ser à base de água ou solvente;
  • Tinta Epoxi com acabamentos fosco e brilhante;
  • Tinta Óleo;
  • Tinta a Cal;

#03. Teste as cores

Testar as cores antes de aplicar em todo o ambiente é uma dica valiosa. Isso porque, dependendo da iluminação, a cor escolhida pode ficar em tons mais claros ou em tons mais escuros.

Neste caso, o indicado seria adquirir uma pequena quantidade do pigmento para testar no local desejado. Espere secar e verifique se é a cor desejada.

Bônus: ao comprar grandes quantidades de tintas, busque misturá-las no mesmo ambiente, assim, você não corre o risco dos lotes terem tons distintos.

Tintas ecológicas

Com a crise climática cada vez mais intensa, a demanda por atitudes sustentáveis é urgente, e podemos repensar vários processos que diminuem o impacto ambiental.

As tecnologias têm avançado, no entanto, as tintas convencionais ainda possuem solventes, metais pesados, entre outros elementos que podem prejudicar a atmosfera. O descarte também vira um gargalo, pois podem poluir o solo e cursos d’água, e por fim, até causar reações alérgicas.

As tintas ecológicas ou sustentáveis podem ser feitas em casa com água, argila, amido de milho e cola. Além disso, flores e frutas são utilizadas para coloração. Estes elementos naturais possuem baixo impacto no meio ambiente, e entregam os mesmos resultados.

Projeto Cores da Terra

O professor Anôr Fiorini de Carvalho, da Universidade Federal de Viçosa (UFV), criou em 2004 o projeto Cores da Terra que busca resgatar e aperfeiçoar conhecimentos de produção de tintas à base de pigmentos e cargas de base mineral, extraídos do solo, para uso na atualidade.

O projeto se propõe a assistir pessoas em fragilidade econômica, assim, estas conseguem pintar seus lares a partir do solo que encontram no quintal de sua casa.

O processo de produção consiste em coletar punhados de solo em um recipiente, adicionar água e misturar virando uma lama. Em seguida, o produto pode ser peneirado para tirar a textura, ou não. Para finalizar, são adicionados cola branca ou polvilho até tudo ficar homogeneizado.

Cores da Terra é uma boa proposta para ajudar a colher os benefícios de uma parede pintada, como citamos ao longo do texto. Além de ter ecológico, pode ser feito em casa e retoma uma técnica usada por nossos antepassados.

Por fim…

Como podemos notar, escolher como e quais tintas usaremos para pintar nossas casas é um processo que demanda atenção, não só pensando em personalização, mas também no meio ambiente.

Em suma, as tintas abrem portas para sermos criativos e suas opções nos dão oportunidade de experimentar e nos apaixonar mais ainda pelo nosso lar.

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